Review – 13 Reasons Why

Hannah Baker entra na banheira, ainda vestida. Ela se deita, a água batendo à altura dos ombros. Ela pondera sobre se o que está prestes a fazer vai valer a pena. Ela hesita por um momento. Com medo, talvez? Finalmente ela pega a lâmina e leva em direção ao pulso. Quando a carne se corta, o sangue jorra. Ela grita. A respiração se torna profunda. É possível sentir sua dor. Ainda assim, ela reúne forças para cortar o outro pulso. Ela repete o mesmo processo. Ela deixa que ambas as mãos caiam dentro da água. A respiração dela vai perdendo força enquanto a água da banheira, lentamente, se tinge de vermelho.

Talvez essa cena, por si só, não represente muita coisa, mas depois de ouvir as treze razões de Hannah, a dor que ela evoca é praticamente insuportável. As mãos de quem assiste procuram um lugar para se posicionar. Talvez à frente da boca para calar algum possível grito involuntário que possa escapar?

A grande verdade é que a história de Hannah Baker vai para dos cinquenta minutos de cada um dos treze episódios da temporada. Ela é atemporal e pontual ao mesmo tempo. Sua trama pode servir como um retrato social e histórico de uma sociedade onde sobra o ódio e falta a solidariedade. Onde se fala muito nos momentos em que deve-se calar. Onde há silêncio quando mais se precisa de algum reconfortante som.

Seus personagens são quase retratos de uma sociedade doente e de uma geração problemática. Mais de uma vez é possível ouvir, nas entrelinhas da série: “Everybody is so fucked up!”. E é a mais pura verdade. Não há vilões ou herois em 13 Reasons, há pessoas e seus motivos para se comportar da forma como se comportam. A constante luta pela sobrevivência, essa “competição sadia” tão defendida por certos setores da sociedade, impede que as pessoas, de fato, vivam.

Ocultos em suas redes sociais virtuais, mascarando as suas tristezas nos sorrisos de alguma foto tirada em algum paraíso natural, essa geração vive em uma constante negação de suas dores. Mas o ser humano não é uma máquina capaz de selecionar aquilo que é importante e separar do que é prejudicial. A vida é uma equação constante, onde tudo se soma para que as pessoas se tornem o que são. Às vezes o resultado são 13 razões pela qual uma adolescente decide acabar com sua vida.

13 Reasons ainda revela a dificuldade das relações sociais e de como elas podem ser problemáticas. A série mostra que uma simples palavra, dita do modo errado na hora errada para a pessoa errada, pode ser a gota responsável para transbordar uma banheira. Às vezes essa banheira tem sua água misturada ao sangue de uma jovem.

Não se engane. A série não é fácil de assistir. Não é algo que você queira ligar em um fim de semana qualquer para passar o tempo. Não, ela vai tomar seu tempo. Ela vai te jogar de um lado para o outro, te fazer questionar se, em algum momento, você pode ter sido cruel, ainda que não intencionalmente, com alguém. E vai tirar se sono. 13 Reasons deve ser assistida, preferencialmente, naquela noite antes do feriado prolongado. Mas não faça planos, ela vai foder com eles. Mas, no final vai valer a pena. Talvez, depois dos longo período de tristeza e dor, logo após assistir o último episódio e confrontar os demônios presos nos calabouços da sua alma, você encontre, finalmente, 13 razões pelas quais vale a pena viver.

Top 10 Filmes 2016

A temporada de grandes premiações já acabou faz tempo, mas vale a pena revisitar o que rolou de melhor na telona no ano passado.

Essa lista compila os dez melhores títulos lançados no Brasil em 2016, então deve rolar algumas películas ainda do ano anterior. É claro que todos os títulos aqui ficam como sugestão pra quem gosta de cinema da melhor qualidade. Pra quem ainda não viu, faça esse favor a si mesmo.


mv5bnzg4mjm2ndq4mv5bml5banbnxkftztgwmzk3mtgyode-_v1_ux182_cr00182268_al_10º – Finding Dory

A tão esperada sequência de Finding Nemo finalmente chegou e não desapontou. Dessa vez focado na história de Dory (Ellen DeGeneres), o filme da Pixar explorou aspectos divertidos do primeiro filme e transformou-o em uma das histórias mais tristes e cativantes dos últimos anos. Mas é Pixar, então já esperávamos por isso, certo?


mv5bmtuxnjk0ntczmv5bml5banbnxkftztgwnzizmteznze-_v1_uy268_cr00182268_al_9º – Saul Fia

O filme romeno, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro do ano passado é mais uma dessas narrativas inesquecíveis sobre o holocausto. Em Auschiwitz, um prisoneiro se vê em um dilema moral terrível que o faz arriscar a própria vida, e o diretor László Nemes, com sua direção claustrofóbica, faz com que o espectador se sinta dentro do campo de concentração. Uma experiência única, apesar do incômodo causado.


mv5bmjmwotc5mzu2nl5bml5banbnxkftztgwmdkwodizmdi-_v1_ux182_cr00182268_al_8º – Mãe Só Há Uma

Se você assistiu ao excelente Que Horas Ela Volta? conhece muito bem a competência de Anna Muylaert. Entre metáforas visuais e uma narrativa pra lá de transgressora, Anna consegue, mais uma vez, trazer um filme pra lá de brasileiro, cheio de críticas à sociedade atual. Mais um exemplo de qualidade do cinema tupiniquim.


mv5bmtywmzmwmzgxnl5bml5banbnxkftztgwmta0mtuzmdi-_v1_ux182_cr00182268_al_7º – Nocturnal Animals

Amy Adams, Jake Gillenhaal e Michael Shannon lideram o elenco para um dos thriller mais intensos do ano. Com duas histórias em uma, Nocturnal Animals consegue incomodar de inúmeras formas diferentes e é daqueles filmes que gera no espectador um senso de impotência ao contemplar o que acontece na tela e não poder fazer nada.


mv5bmjezmjczotixmv5bml5banbnxkftztgwotuwmji3nze-_v1_ux182_cr00182268_al_6º – 10 Cloverfield Lane

Ao que parece, J. J. Adams é o Midas do cinema contemporâneo. O que essa cara toca, qualquer que seja sua função na produção, torna-se ouro. A sequência do fantástico horror-kaiju Cloverfield é ainda melhor que seu antecessor, apesar de ir por um caminho completamente diferente. Destaque vai para a atuação de John Goodman.


mv5bmja0nja4nje2nl5bml5banbnxkftztgwnzixnty2nje-_v1_ux182_cr00182268_al_5º – The Danish Girl

Em dois anos, Eddie Redmayne conseguiu trazer ao cinema dois papeis extramente diferentes, mas interpretados com tamanha qualidade que é impossível desvincular o ator do personagem. O primeiro foi Stephen Hawking em The Theory of Everything. O segundo foi Einer/Lili Elbe em The Danish Girl. A história da primeira transexual a sucessivamente realizar a cirurgia de mudança de sexo é tão comovente como motivadora. Impulsionado pela trilha sonora impecável de Alexandre Desplat, o filme é um dos bastiões do ano e do cinema LGBT.


4º – Anomalisamv5bmtkymzi2mzq1n15bml5banbnxkftztgwndg0mzqxnze-_v1_uy268_cr10182268_al_

Animação é coisa de criança? Acho que não. Anomalisa é uma obra de arte. É daqueles filmes que vai te deixar no fundo do poço por uma semana e não vai sair da sua mente enquanto sua sanidade permanecer intacta. A história de Michael Stone (David Thewlis) vai fazer você questionar cada relacionamento de sua vida e o próprio significado da palavra solidão.


mv5bmjexmzk5mtm1ml5bml5banbnxkftztgwnzazodgxmte-_v1_ux182_cr00182268_al_3º – Joe

Nick Cage não faz só filme ruim. Joe é o melhor exemplo disso. Nesse filme fantástico, um jovem garoto (Tye Sheridan) filho de um pai alcoólatra e violento (Gary Poulter), encontra em um ex-presidiário problemático (Cage) uma figura paterna. Daí em diante, nada acontece como esperado. Destaque vai para a atuação de Poulter, um mendigo encontrado pelo diretor David Gordon Green que o trouxe para fazer esse filme e que morreu pouco tempo depois do fim da produção. Depois de assistir Joe você vai ter certeza de que Poulter viveu, literalmente, para fazer esse filme.


2º – Captain Fantasticmv5bmje5otm0oty5nf5bml5banbnxkftztgwmdcxotq3ode-_v1_ux182_cr00182268_al_

Um pai de família (Viggo Mortensen) resolve criar seus filhos de uma forma um tanto alternativa. No entanto, após a morte de sua esposa e mãe das crianças, ele é forçado a enfrentar a sociedade e a visão que ela tem acerca de como se deve viver. Captain Fantastic é um filme feito para incomodar. Ele questiona todos os padrões da sociedade e coloca em cheque, inclusive, os sentidos da vida e da morte. Todo pai e toda mãe deveria assistir esse filme e, talvez, ter uma ideia um pouco melhor, de como criar uma criança.


mv5bmje4nzgznzewml5bml5banbnxkftztgwmtmzmde0nje-_v1_ux182_cr00182268_al_1º – Room

Room é daqueles filmes que é melhor assistir sem saber qualquer informação sobre a trama. Brie Larson e Jacob Tremblay vão te levar a uma viagem emocinante, fazendo com que você reveja o mundo de um novo modo: por meio dos olhos de uma criança. E se você não derramar uma única lágrima no processo, talvez seja a hora de fazer um daqueles testes de psicopatia.

Review – Os Quatro Grandes (Agatha Christie)

Os Quatro Grandes traz mais uma aventura de Hercule Poirot, o detetive belga maisosquatrograndes querido do mundo. Ao contrário dos casos mais introspectivos ao qual um leitor menos ávido pode estar acostumado, dessa vez Christie traz uma conspiração internacional contra a qual Poirot deve lutar. Comandada por uma associação cujo principal objetivo é dominar o mundo conhecida como “os quatro grandes”, essa conspiração parece ser o maior desafio que Poirot já enfrentou. É claro que a mente brilhante do pequeno detetive acaba se sobressaindo ao final.

Narrada sob a perspectiva de Hastings, companheiro de Poirot na trama, o romance traz consigo uma atmosfera inquietante, que vai se adensando ao passo em que os vilões parecem levar a melhor sobre Poirot em diversos momentos.

Os Quatro Grandes, talvez justamente por essa megalomania unusual de Christie, não responde tão bem à personalidade de Poirot quanto romances mais densos e simplistas como O Assassinato no Expresso Oriente, por exemplo. Ainda assim, constitui uma leitura prazerosa para os fãs de literatura policial.

Karranger’s Rating: 7 snakes in the pit

Top 10 Albuns 2016


10º: Megadeth – Dystopia

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O novo album de Megadeth traz o som bastante tradicional da banda. Deve agradar aos fãs de Dave Mustaine e companhia.


 

9º: Rolling Stones – Blue and Lonesome

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O provável último album dos Stones é uma dessas peças raras que você deve conferir se realmente gosta de música. A pegada blues da voz de Mick Jagger é única e pavimenta o caminho para o fim da última grande banda de rock’n roll ainda em atividade.



8º: David Bowie – Blackstar

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Antes de partir, Bowie deixou um último presente para os fãs. Blackstar é sinistro de uma forma especial. Cheio de canções sobre a morte, funciona como um epitáfio para um dos maiores artistas de todos os tempos.



7º: John Legend – DARKNESS AND LIGHT

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John Legend se estabelece com um dos grandes artistas da atualidade com mais um bom trabalho. Seu mais recente álbum é sólido do inicio ao fim e voz de Legend soa melhor do que nunca.



6º: Kings of Leon – WALLS

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Com um som em parte característico e em parte inovador, WALLS traz o melhor que KOL pode oferecer. Às vezes intimista, às vezes extravagante, o quarteto parece ter encontrado estabilidade na inconsistência.



5º: Avenged Sevenfold – The Stage

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Ao tirar o pé do acelerador, o Avenged Sevenfold parece ter encontrado um som interessante a ser explorado. Menos elétrico que o som característico da obra, The Stage se apresenta como um álbum interessante pra quem procura coisas novas.



4º: Alter Bridge – The Last Hero

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Sabe aquela vontade de gritar para o resto do mundo tudo o que você está sentindo? Pois é, foi exatamente esse sentimento que Miles Kennedy e companhia conseguiram materializar em seu mais recente trabalho. Poderoso e instigante.



3º: Elton John – Wonderful Crazy Night

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Elton John é um daqueles artistas cujo real talento só será realmente reconhecido quando partir. Suas composições atravessaram gerações e é quase impossível não conhecer ao meno um hit do cantor. Wonderful Crazy Night traz justamente o que faz de John o que ele é: alegria misturada à qualidade técnica. Seu álbum parece o mais feliz do ano sem deixar de ser impecável.



2º: Birdy – Beautiful Lies

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Birdy é mais uma das artistas da nova geração repletas de talento e que fazem o seu próprio som de qualidade. Ela parece não se encaixar em nenhum gênero musical perfeitamente, mas isso não é nenhum demérito. Beautiful Lies é um album repleto de canções pra povoar a mente e fazer com que gente cantarole-as quando menos se espera.



1º: The Astonishing – Dream Theater

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Talvez seja injusto para todo o restante colocar Dream Theater nessa lista. O que eles fazem parece estar muito acima do que todo o resto. A qualidade técnica, a ousadia, tudo se mistura em algo de uma perfeição inigualável. Em The Astonishing, é contada a história de um futuro distópica/fantástico. Além de letras muito bem trabalhadas, a trupe brinca com canções que vão desde o Power Metal, passando por algo próximo ao Gospel, e chegando aos musicais da Broadway dos anos trinta. Tudo isso com uma maestria inigualável.

Top 10 Wrestling Matches 2016

10º: Hiroshi Tanahashi vs Kazuchika Okada (NJPW G1 Climax 26)


9º: Marty Scurll vs Will Ospreay (RevPro High Stakes 2016)


8º: Adam Cole, Matt Jackson, Nick Jackson vs Matt Sydal, Ricochet, Will Ospreay (PWG Battle of Los Angeles 2016)


7º: Kazuchika Okada vs Tomohiro Ishii (NJPW G1 Climax 26)


6º: Sami Zayn vs Shinsuke Nakamura (WWE NXT TakeOver: Dallas)


5º: Hirooki Goto vs Kenny Omega (NJPW G1 Climax 26)


4º: AJ Styles vs Shinsuke Nakamura (NJPW Wrestle Kingdom 10)


3º: Dash Wilder, Scott Dawson vs Johnny Gargano, Tommaso Ciampa (WWE NXT TakeOver: Toronto)


2º: Hiroshi Tanahashi vs Kazuchika Okada (NJPW Wrestle Kingdom 10)


1º: Kenny Omega vs Tetsuya Naito (NJPW G1 Climax 26)

Top 10 Professional Wrestlers 2016

Dois mil e dezesseis foi, provavelmente, o melhor ano para o pro-wrestling desde a Attitude Era. Isso se deu ao fato de a WWE ter, finalmente, abraçado aos chamados inte rnet darlings e não só conferido a eles importantes posições em seu roster como dado títulos a eles. A companhia ainda trouxe de volta a divisão cruiserweight, levou o wrestling feminino a patamares nunca antes vistos e transformou NXT na terra dos sonhos para qualquer fã moderno.

Enquanto isso, no Japão, a NJPW conseguiu segurar as pontas depois de perder seus principais talentos para a concorrente americana, criando novas estrelas e entregando aos fãs a qualidade comum à companhia. Sua parceira na terra do Tio Sam, a ROH, seguiu no ritmo de sua irmã ocidental e, apesar de não ter seu melhor ano, conseguiu se manter de pé.

Já a TNA se apoiou na brilhantia de um velho conhecido do público. A Lucha Underground entregou mais uma temporada interessante e a EVOLVE teve o seu melhor ano.

Sim, caros amigos, nunca foi tão fácil se fã de pro wrestling. Nunca houve tantas opções de qualidade e nunca foi tão difícil ranquear os melhores atletas em um ano tão cheio de talentos.

10º: Tetsuya Naito
tetsuya-naitoNaito foi um dos maiores responsáveis por manter a NJPW de pé depois da perda de alguns de seus principais talentos. O atleta de 34 anos foi capaz de, não só, se transformar de um babyface pra lá de entendiante em um dos maiores heels de todo o planeta, como formou, ao lado de BUSHI, EVIL e SANADA, o melhor stables depois do Bullet Club: Los Ingobernables del Japon. Só nesse ano, Naito foi capaz de capturar o IWGP Heavyweight Championship (reinado de 70 dias) e o IWGP Intercontinental Championship (reinado de 91 dias e contando).

9º: Adam Cole

adamcole1-1Cole talvez tenha sido o grande atleta independente de 2016. Além de anunciar sua lealdade ao Bullet Club – do qual se tornou líder, de certa forma, em sua versão americana – Cole capturou ainda capturou o ROH World Championship (reinado de 105 dias) pela segunda vez.

8º: Shinsuke Nakamura

screen-shot-2016-09-08-at-9-10-40-pmQuando deixou a NJPW no começo do ano, ainda como campeão Intercontinental (reinado de 120 dias), levou consigo desconfiança para terras americanas. Não que alguém pudesse desconfiar do japonês ou de seu talento, mas os caras responsáveis por cuidar do controle criativo na WWE têm um péssimo histórico com estrangeiros. Nakamura não só capitalizou em seu sucesso na NXT como capiturou o título principal da companhia por duas vezes (primeiro reinado de 91 dias, segundo reinado de 22 dias e contando). Além disso, Nakamura ainda ganhou um dos maiores entrance themes de todos os tempos – e essa dúvida só se faz presente por causa de Bobby Roode.

7º: Triple H

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“Você deve estar maluco!”, alguém deve estar pensando nesse momento. Mas, não se esqueça, caro leitor, dois mil e dezesseis foi um ano louco. Goldberg destruiu Lesnar. Gedo e Jado se tornaram campeões Junior Heavyweight de duplas na NOAH e Dick Togo desfilava seu talento nos ringues da EVOLVE há poucos dias. Ah, e não nos esqueçamos de Rhyno como campeão de duplas! Então não seria de se estranhar que um veterano figurasse nessa lista – apesar de que, como veremos mais à frente, ele não é o único. Não se esqueça também que, ainda em Janeiro, Hunter venceu seu segundo Royal Rumble e seu nono título da WWE (reinado de 70 dias). Mas foi no backstage que Hunter dominou. Ele trouxe novas estrelas pra WWE, deu oportunidade a elas e, de fato, criou uma Nova Era na terra do Tio Vince.

6º: Kevin Owens

kevin-owens-defending-the-wwe-universal-championship-against-jericho-and-rollinsOwens é um daqueles caras fora desse planeta. Você sabe que ele é talentoso, mas não acredita que ele realmente possa chegar onde chegou. KO é um daqueles caras que faz você acreditar que pode conseguir o que quiser se tiver talento. E você torce por ele por isso. O cara não só é capaz de ter uma luta fantástica com qualquer um, como também domina o microfone como poucos. Em 2016, o antes Kevin Steen chegou ao topo. Primeiro ao conquistar seu segundo título Intercontinental (reinado de 48 dias), depois ao vencer o WWE Universal Championship (reinado de 118 dias e contando).

5º: Chris Jericho

20161013_jericho_list-75d4d44ef90238963b1da1d585dc9a8bPeque um homem de 46 anos e dê a ele um cachecol. Depois dê a ele um caderno e diga que pode escrever o nome de quem quiser e chame-os de estúpidos e idiotas. Certo, essa talvez não seja a fórmula do sucesso, mas funcionou com Y2J. Depois de algumas tentativa sem sucesso, entre os tours com sua banda Fozzy, Jericho voltou mais uma vez  em 2016, mas, agora, melhor do que nunca. O talento de Chris é inegável, assim como o fato de que ele é um futuro Hall of Famer, mas a verdade é que ninguém acreditaria que ele poderia ser tão fantástico nesse ponto de sua carreira.

4º: Kenny Omega

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Depois de DeVitt e Styles, a grande pergunta que poderia ser feita é: quem é bom o suficiente para liderar o Bullet Club. Omega respondeu a essa questão cuspindo, literalmente, na cara de seus oponentes. Hoje, Omega É O BULLET CLUB. Ao lado dos Young Bucks, forma o maior trio do mundo – foi mal, New Day. O que mais poderia ser suficiente para colocá-lo nessa lista? Que tal dois NEVER Openweight Six Man Tag Team Championships com Matt e Nick (reinados de 50 e 61 dias), um IWGP Intercontinental Championship (reinado de 126 dias) e uma vitória no torneio anual G1 Climax promovido pela NJPW e que concede uma vaga no main event de seu show no Tokyo Dome e uma chance pelo IWGP Heavyweight Championship de Okada.

3º: A Divisão Feminina Inteira da WWE

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Seria injusto conferir a apenas uma figura o sucesso conquistado pelas mulheres na WWE em 2016. Essas atletas fantásticas não só trouxeram um novo significado ao termo women’s wrestling, como entregaram algumas das melhores lutas do ano. E o sucesso de Charlotte, Sasha, Becky, Bliss e demais está apenas em sua fase inicial.

2º: Matt Hardy

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É, 2016 foi realmente um ano muito estranho. Você acreditaria, se eu te dissesse, em algum ponto da história, que Matt Hardy não só seria mais popular que seu irmão Jeff, mas que todo o roster da TNA também? E, quem sabe, o maior babyface do mundo? Com uma gimmick que começou pra lá de estranha – certo, não deixou de ser em nenhum momento – Matt conseguiu, com sua brilhantia, salvar a pele de Dixie Carter e impedir a falência de sua companhia, mas criar todo um novo conceito sobre o que o professional wrestling pode se tornar. Ah, e ele ainda capturou seu segundo TNA World Heavyweight Championship (ainda com sua velha gimmick, reinado de 67 dias) e o TNA World Tag Team Championship (ao lado de Jeff, reinado de 84 dias e contando) Matt Hardy é um gênio, delete o resto.

1º: AJ Styles

maxresdefault1Quando AJ deixou a NJPW, dúvidas correram pela mente dos fãs de todo o mundo. Deveria Styles sair do Japão, em seu melhor momento, e abraçar a incerteza da WWE? Bem, acho que tudo correu bem. Depois da maior estréia da história do Royal Rumble – e a melhor participação, eu arriscaria, apesar de AJ sequer ter ficado entre os finalistas – Styles partiu para uma rivalidade dos sonhos contra Chris Jericho. Mais tarde, ele enfrentaria John Cena, e nossos medos retornariam, mas não por muito tempo. AJ não só bateu o líder da Cenation, como se tornou o cara do SmackDown. Pra coroar tudo isso, ele ainda bateria Dean Ambrose pelo WWE Championship (reinado de 105 dias e contando). Agora, com a chegada de 2017, novas perguntas rondam o futuro de AJ. O que mais ele pode alcançar? Seria o céu, de fato, o limite?

500 Lutas de Pro-Wrestling que você precisa ver – Parte 3

011 – Ric Flair vs Ricky Steamboat

NWA World Championship Wrestling – Março, 1989


012 – Ric Flair vs Ricky Steamboat

NWA Clash of the Champions – Abril, 1989


013 – Ric Flair vs Ricky Steamboat

NWA WrestleWar  – Maio, 1989


014 – Genichiro Tenryu vs Jumbo Tsuruta

AJPW  Super Power Series – Junho, 1989

http://www.veoh.com/watch/v841614ePrxAqsM


015 – Ric Flair vs Terry Funk

NWA Clash of the Champions – Novembro, 1989

500 Lutas de Pro-Wrestling que você precisa ver – Parte 2

006 – Randy Savage vs Ricky Steamboat

WWF Wrestlemania III – Março, 1987

Em terras americanas, o império de Vince McMahon começava a se estabelecer, sobretudo diante do maior supercard de todos os tempos: a Wrestlemania. A terceira edição do evento, um dos mais lendários, contou com várias lutas históricas, mas foi justamente Savage e Steaboat lutando pelo título Intercontinental que mais ajudou a pavimentar o caminho da então WWF à liderança completa da indústria.


007 – Barry Windham vs Ric Flair

NWA Jim Crockett Sr. Memorial Cup 1987 – Abril, 1987

Windham e Flair estiveram dezenas de vezes no ringue juntos, tanto como oponentes como como adversários. De seus lendários embates, esse em particular merece particular destaque, sobretudo, por ter ganho uma avaliação cinco estrelas por Dave Meltzer.


008 – Ric Flair vs Sting

NWA Clash Of The Champions #1 – Março, 1988

Uma das formas de avaliar a lendária carreira de Flair é pensar na qualidade de seus oponentes ao longo das décadas em que o Nature Boy competiu. Sem dúvida, Sting, ele próprio com seus méritos inigualáveis, figura na história como um dos grandes adversários de Flair, como podemos ver na luta a seguir.


009 – Genichiro Tenryu, Toshiaki Kawada vs Stan Hansen, Terry Gordy

AJPW Real World Tag League 1988 – Dezembro, 1988

As ligas japonesas são responsáveis por alguns dos mais lendários encontros na história do professional wrestling. A Real World Tag League não fica fora dessa afirmação, tendo posto, ao longo da história algumas das maiores duplas de todos os tempos frente a frente. Apesar de aqui termos lutadores que tenham se destacado mais por suas carreiras individuais (Tenryu, Kawada), fazendo duplas com outros parceiros (Hansen com Bruiser Brody) ou ainda como membros de um stable (Gordy parte dos Fabulous Freebirds), é inegável que cada sujeito nesse ringue merece a sua alcunha de lenda.


010 – Ric Flair vs Ricky Steamboat

NWA Chi-Town Rumble – Fevereiro, 1989

É provável que ninguém tenha produzido tantas lutas inesquecíveis como o duo Flair/Steamboat. A química entre os dois parecia inigualável, e nesse encontro, promovido pela NWA, somos agraciados com mais um embate de qualidade.

500 Lutas de Pro-Wrestling que você precisa ver – Parte 1

O professional wrestling existe desde o final do século XVIII. Com o passar dos anos, no entanto, ele se modificou, transformando-se no fenômeno mundial que é hoje. Desde os confrontos atléticos de Frank Gotch e George Hackenschimidt, passando pela reinvenção do esporte por nomes como Gorgeous George, Killer Kowalski e Lou Thesz, atingindo seu ápice nos anos oitente com Hulk Hogan, André the Giant e Roddy Piper, adaptando-se para um público mais cult na Attitude Era com The Rock, Steve Austin e D-Generation X, até alcançar uma era voltada mais para as crianças com John Cena.

O ano de 2016 tem visto uma nova era para o esporte – ou arte, como queiram chamar – já que a WWE abriu as portas para um novo tipo de wrestling, mais ágil e arriscado, impulsionado por uma geração de atletas extremamente prestigiados na internet.

Mas, afinal, depois de tantas mudanças e adaptações, ainda é possível apontar o que faz de uma luta de pro-wrestling inesquecível? Como rankear tal questão seria praticamente impossível – ou injusto, pra dizer o mínimo – eu convido você para fazermos uma jornada através das eras com 500 lutas que devem ser vistas pelo verdadeiro fã de pro-wrestling.

E aí, vai encarar?


001 – Antonio Inoki vs Bill Robinson

NJPW Toukon Series II – Novembro, 1975

Inoki é um dos maiores pro-wrestlers de todos os tempos. No Japão, ele não só foi o responsável pela criação e elevação da New Japan Pro Wrestling, como também é creditado como o criador do Strong Style, uma forma de wrestling que prima pela “veracidade” da ação, com inúmeros golpes realistas que, muitas vezes, chegam de fato a machucar o oponente. Nessa luta em específico, ele enfrenta Bill Robinson em um épico de uma hora. Talvez, para os mais impacientes, a luta seja um porre, mas, sem dúvida, merece entrar para a nossa lista por sua qualidade incontestável.


002 – Jumbo Tsuruta vs Terry Funk

AJPW Sumo Hall Show – Junho, 1976

Muito antes de se envolver nas violentas e sanguinárias lutas hardcore pelas quais ficou conhecido, Terry excursionava pelo mundo defendendo seu NWA World Heavyweight Championship. Nessa ocasião ele enfrentou a lenda japonese e bastião da All Japan Pro Wrestling Jumbo Tsuruta em uma Two Out of Three Falls match, luta na qual você precisa bater seu oponente em um melhor de três rounds. Um encontro épico entre duas lendas do esporte e uma prova da qualidade que circulava pelas terras orientais na década de setenta.


003 – Dynamite Kid vs Tiger Mask

NJPW Big Fight Series – Abril, 1983

Durante muitas décadas, o professional wrestling ficou conhecido por ser o esporte dos homens grandes, muitas vezes monstruosos, capazes de levantar pesos inacreditáveis. Os maiores responsáveis pela mudança de tal crendice são justamente esses dois senhores: Dynamite Kid e Tiger Mask. Donos da primeira luta a ser avaliada com cinco estrelas por Dave Meltzer, Kid e Mask tiveram uma série de lutas lendários ao longo dos anos oitenta. A melhor delas é, justamente, sua última, na qual o NWA World Junior Heavyweight Championshio esteve em jogo.


004 – Magnum TA vs Tully Blanchard

JCP Starrcade – Novembro, 1985

Muito antes da Wrestlemania de McMahon, a NWA já produzia seu super Supercard: Starrcade. Nesse particular evento, promovido à época pela Jim Crockett Promotions, tivemos uma das mais brutais lutas entre dois dos mais populares wrestlers dos anos oitenta. Dentro de uma jaula, a regra era fazer o oponente dizer “I Quit” (Eu Desisto). O prêmio? Se tornar o novo NWA United States Heavyweight Champion.


005 – Genichiro Tenryu, Jumbo Tsuruta vs Riki Choshu, Yoshiaki Yatsu

AJPW – Janeiro, 1986

É uma pena que a All Japan perdido tanta popularide ao longo dos anos, principalmente se considerarmos a qualidade das lutas e o star power envolvido nelas nessa era. Aqui temos uma luta de duplas tradicional com quatro dos maiores wrestlers japoneses de todos os tempos. O resultado? Confira.

Entre Escorpiões e Serpentes – Cânone

O conceito de cânone literário é extramente complexo. Afinal, o que faz de uma obra digna de ser lida? Ainda mais complexo: o que faz de uma obra atemporal e boa o suficiente para estar no Olimpo da literatura?

Como as discussões são amplas, resolvi juntar aquelas obras que considero obrigatórias para os fâs de literatura nesse post que será atualizado de tempos em tempos. Então não deixe de dar uma conferida.