Diários de Callaway

Sempre me fascinou a ideia de universos compartilhados. A ideia de diferentes histórias acontecendo tendo conexão direta entre elas é fascinante.

Desde pequeno, eu sempre gostei de criar personagens. No começo, desenhava um punhado de bonecos disformes, a maioria deles baseados em caracteres da cultura nerd pop. É claro que o tempo passou, eu percebi que não tinha talento algum para o traço, e mudei o foco de desenvolvimento. A literatura apareceu como o suporte perfeito para desenvolvê-los.

Certo. Perfeito talvez seja pretencioso demais.

A questão é que na literatura encontrei um forma de manifestar algumas ideias. E achei que seria bacana colocá-las em um mesmo “universo”, possibilitando assim, interação entre os personagens e a exploração de certos conceitos, experimentando novas formas e novas ideias.

No universo de Diários de Callaway, o objetivo é quebrar convenções, explorando sobretudo ideias como identidade e poder. O que me incomoda, em geral, no entretenimento de massa que costumamos ver por aí, é a padronização, tanto da forma quanto do conteúdo. Segue-se uma fórmula, não importa para que, e tudo acaba parecendo mais do mesmo. Minha ideia sempre foi quebrar esses padrões, ainda que seja arriscado e o resultado não saia tão agradável a certas pessoas.

Em O Homem de Pano, por exemplo, eu vou ao extremo. A violência extrema e a exploração de certos aspectos da sexualidade abordados servem para que se abra a discussão sobre os limites da moral humana. Afinal, o que se pode ou não fazer? A ideia nunca é dar respostas, mas promover mais perguntas e fazer com que o leitor tire suas próprias conclusões. Como esse foi um dos primeiros textos que escrevi, há certos aspectos formulaicos que estão longe do ideal. Os diálogos, no entanto, me agradam, e o desenvolvimento dos personagens, sobretudo de Jonathan Barton, me dá certo orgulho. Barton, em particular, é a personificação da transgressão. Ele não está apegado a qualquer tipo de convenção e a forma como se comporta permite que nos questionemos acerca de que tipo de poder as regras possuem para que certos indivíduos se sintam forçados a obedecê-las enquanto outros lidam com o constante desejo de quebrá-las.

Clichês são Sempre Bem Vindosfunciona como uma introdução ao, digamos, cenário principal.

O Bucaneiro explora outro cenário interessante: o mar. Aqui abre-se a oportunidade para múltiplos gêneros. Enquanto esse conto cumpre a cota para a aventura pirata, Colinas de Sangue é o equivalente para quem gosta de vampiros e lobisomens.

Fogo no Céu mistura horror e ficção científica e No Mundo dos Deuses a mitologia é o elemento principal.

Cicatrizes de Guerranarrado quase como se fosse um relatório formulado naqueles livros de teorias da conspiração, traz a viagem no tempo, enquanto Rituais brinca com necromancia.

As Incríveis Anotações do Doutor Nikolai Zelenkoúltimo conto desse primeiro arco, é mais uma horror sci-fi, também narrada de forma bem diferente.

E agora, você já pode adquirir sua própria cópia de Origem, o primeiro livro da saga Diários de Callaway.

 

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